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A História repete-se

Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho
A História repete-se
Último episodio

209 episodios

  • A História repete-se

    Alerta na Costa: O audacioso desembarque do Duque de Alba em Cascais em 1580

    15/07/2026 | 53 min
    Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça e relembram o audacioso desembarque das tropas de Filipe II, no final de Julho de 1580, a norte do Cabo Raso. Para o sucesso desta delicada operação foram fundamentais as informações enviadas para Espanha pelos espiões do Duque de Alba e o apoio assumido de D. António de Castro, senhor de Cascais, que acompanhava as tropas espanholas. Numa operação que séculos mais tarde — mal comparando – se assemelharia ao desembarque da Normandia, o Duque de Alba e o Marquês de Santa Cruz usariam uma manobra de diversão para enganar as tropas portuguesas chefiadas por D. Diogo de Menezes, indo depois desembarcar em praias improváveis e de difícil acesso. A rapidez com que tudo se passou, a conquista de Cascais e de S. Julião da Barra e a derrota do Prior do Crato em Alcântara abriram as portas do reino a Filipe II. A facilidade com que o exército espanhol chegou a Lisboa mostrou como a capital estava pouco fortificada — Francisco De Holanda já tinha alertado D. Sebastião na sua obra “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”. Consciente dessa fragilidade e temendo, com razão, ataques ingleses dos aliados do Prior do Crato, Filipe II vai dedicar especial importância à defesa da Barra do Tejo. Seria, no entanto, só após a Restauração que, por vontade de D. João VI, se reforça de modo consistente a Barra do Tejo e o litoral português.
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  • A História repete-se

    O perigo também foi uma profissão: a vida atribulada dos contrabandistas da raia portuguesa

    08/07/2026 | 57 min
    Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com a professora e investigadora Manuela Niza, autora do livro “Terra de Ninguém”, sobre os caminhos do contrabando na raia portuguesa. Perdida a sua razão de existência com a abertura das fronteiras, em 1995, o contrabando foi, durante séculos, uma forma de subsistir em terras madrastas onde baixos salários e uma agricultura pobre levavam famílias inteiras a enfrentar de noite caminhos ínvios, intempéries e a Guarda Fiscal que, de bastão sempre pronto, podia vergastar aqueles, novos ou velhos que conseguisse apanhar. Para além de transportarem mercadorias, nos dois sentidos da fronteira, os contrabandistas e os seus trilhos auxiliaram muita gente nos seus caminhos de fuga: republicanos que tentavam escapar à sanha franquista, refugiados europeus que fugiam ao nazismo e, no sentido inverso, a emigração clandestina e exilados políticos. Como se sabe, a partir dos anos 50 intensificou-se um fluxo migratório das aldeias do interior em direção a França, Alemanha e Luxemburgo. O começo da Guerra Colonial e o endurecimento do regime, na década seguinte, também fariam sair do país muita gente, sobretudo jovens que se recusavam a combater em África. Tanto uns como os outros usariam os caminhos e as “manhas” dos contrabandistas. Mais de trinta anos passados sobre o fim do contrabando, as suas rotas e as suas aventuras tornaram-se, em muitos municípios da raia, atração turística através da oferta (de Norte a Sul do país) de Rotas dos Contrabandistas ou espaços museológicos. Pese embora as diversas motivações de quem escolheu viver com um pé fora da lei, a história do contrabando é um dos aspectos mais evidentes da história lunar do país que, ainda hoje, não conseguiu inverter as assimetrias entre o Interior e o Litoral.
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  • A História repete-se

    “O que hoje não sabemos, amanhã saberemos”: o contributo cientifico da marinharia portuguesa

    01/07/2026 | 54 min
    Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho conversam com o professor Henrique Leitão sobre os importantes contributos para a Ciência europeia das navegações portuguesas e de como estas desfizeram mitos e medos. Até ao século XV, o mundo medieval tinha os pés sobretudo bem assentes na terra. O mar que navegavam tinha de ser o que estava ao alcance do olhar. O longínquo, aquele que se perdia para além do horizonte, era, pensava-se, povoado de fábulas terríveis e monstros assustadores. As viagens marítimas dos séculos XV e XVI, contudo, vieram mostrar como estavam errados. E pela primeira vez na história do Ocidente o mar oceânico torna-se a estrada de circulação e transporte que unia continentes e oceanos a uma escala planetária. Também o conhecimento trazido dessas viagens acabaria por ter repercussões na Cartografia, Antropologia, Botânica, Zoologia, Medicina, Farmacopeia, Astronomia etc. Do esforço conjunto de matemáticos e astrónomos com os que navegavam sairia a navegação astronómica, estudos sobre a variação magnética da terra, o aperfeiçoamento de instrumentos científicos e uma construção naval adaptada a uma nova realidade. Esse conhecimento não ficaria confinado a Portugal, sendo reconhecido em toda a Europa. Sobre ele escreveria Tomé Cano, em 1611, no seu livro “Arte para Fabricar y Aparejar Naos”: “o que sabem o devem aos Portugueses que os instruíram e ensinaram a navegar no alto mar e em províncias remotas […] lhes deve não apenas a Espanha, mas toda a Europa, Franceses, Ingleses, Holandeses.”
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  • A História repete-se

    Para além do whisky, kilts e gaitas de foles: a milenar História da Escócia

    24/06/2026 | 56 min
    Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho viajam pela milenar e singular História da Escócia. Qual a importância da influência Celta? E que inimigo comum motivou as tribos dos highlands a unirem-se? Qual o impacto na Escócia da invasão normanda da Inglaterra? Como funcionavam os clãs escoceses e que papel desempenharam nas guerras de independência contra a Inglaterra? Como foi a reforma protestante na Escócia? E como foi o processo que culminou com a união de Escócia e Inglaterra no reino da Grã-Bretanha (1707) e, depois, no Reino Unido de Inglaterra, Escócia e Irlanda (1800)? Por fim, como evoluiu a Escócia até à atualidade e o que se preserva da sua cultura milenar?
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  • A História repete-se

    D. Pedro V, um rei romântico mas pragmático que viveu e morreu de forma trágica

    17/06/2026 | 1 h 1 min
    Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Isabel Machado, autora de “D. Pedro V — o bem-amado”, para falar deste rei de Portugal, considerado o último que foi verdadeiramente querido pelos portugueses. De personalidade austera, D. Pedro V dedicou a sua vida à causa pública e ao seu papel de rei, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento material e moral de Portugal. As suas qualidades intelectuais e morais, a sua capacidade de trabalho e o seu espírito pragmático (apesar da sua sensibilidade “romântica”) faziam dele, à partida, o exemplo de rei constitucional. Contudo, estas qualidades tinham um reverso, e a sua inflexibilidade, bem como a sua intolerância com falhas práticas e morais, tornaram difícil a sua relação com os seus ministros e demais personalidades. Como foi a sua infância e como caracterizar a sua personalidade complexa? Qual a importância do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, no seu reinado? Como interpretou o seu papel de rei constitucional? O que pretendia para Portugal? Por fim, quais as tragédias que marcaram a sua vida?
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Acerca de A História repete-se
Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.
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