A História repete-se
Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho

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Da fama ao esquecimento: a vida e a obra de Damião de Góis e Francisco de Holanda
21/10/2026 | 56 minNeste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com a artista plástica e mestre em Estudos Clássicos, Margarida Cunha Belém sobre duas figuras incontornáveis do século XVI português e da cultura europeia desta época. Referimo-nos ao historiador/escritor Damião de Góis e ao pintor/arquitecto Francisco de Holanda.
Beneficiaram ambos da proteção de D. João III. Damião de Gois seria enviado, em 1523, para a Flandres sendo, posteriormente, encarregue de várias missões diplomáticas. Durante os anos que viveu na Europa, privaria de perto com grandes vultos do Humanismo, como Erasmo de Roterdão, em casa de quem viveu, Martinho Lutero, teólogo da Reforma e Albrecht Dürer que o retratou.
D. João III apoiará, também, o pintor Francisco de Holanda enviando-o, em 1537, para Roma para aprender com os melhores e trazer informações sobre a nova arte de fortificar.
Apesar destes dois homens terem tido fortes laços de amizade e do respeito mutuo que os unia, a apreciação que fizeram de Lisboa – para ambos uma das mais importantes cidades da cristandade - não era idêntica. Enquanto o escritor/historiador, na sua ” Descrição da Cidade de Lisboa”, a admirava pela antiguidade e pelo lado glorioso da sua história, o arquitecto/ pintor, precisamente pela mesma razão, considerava que esta, do ponto de vista arquitectónico, não estava à altura das outras capitais europeias e apontava as suas falhas na obra “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Das bandeiras às moedas, da esfera armilar aos cravos de abril: os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal
14/10/2026 | 1 h 6 minNeste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador e heraldista Miguel Metelo de Seixas para conversar sobre os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal.
Qual a primeira bandeira de Portugal e como evoluiu? E que cores estão associadas ao nosso país? Qual a importância da numismática para o conhecimento da História? Ainda, que símbolos atravessaram séculos e, depois de reinterpretados, continuam a ser usados na atualidade?
See omnystudio.com/listener for privacy information.Talvez a melhor do Mundo: a História da cortiça e da indústria corticeira portuguesa
07/10/2026 | 1 h 2 minNeste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o historiador e professor universitário Carlos Manuel Faísca para conversarem sobre a História da indústria corticeira e da cortiça portuguesa, considerada por muitos como a melhor do mundo.
Quais as aplicações da cortiça na época pré industrial? Qual foi a importância da expansão do vinho engarrafado no desenvolvimento da indústria corticeira? Como evoluiu o setor a partir da segunda metade do século XIX? Ainda, qual o impacto no setor corticeiro português das políticas agrícolas do século XX?
See omnystudio.com/listener for privacy information.A vida intensa e conturbada de Leonor de Almeida Portugal, condessa de Oeynhausen e marquesa de Alorna
30/09/2026 | 1 h 1 minNeste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com Maria João Lopo de Carvalho, autora do livro “Marquesa de Alorna, do cativeiro de Chelas à corte de Viena”, adaptado a formato televisivo a estrear brevemente.
Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre era filha dos marqueses de Alorna e neta dos marqueses de Távora. O processo que condenaria os seus avós a uma execução bárbara também se refletiria na sua família nuclear. O pai seria encarcerado no forte da Junqueira, enquanto ela, a mãe e a irmã seriam enclausuradas no mosteiro de Chelas. Durante os dezoito anos de cativeiro, Leonor refugiou-se nos estudos e na poesia, tornando-se numa das mulheres mais cultas da sua época. Os seus versos transpirariam para fora do convento levando muitos poetas e literatos a frequentar os “outeiros poéticos”, que se realizavam, em certas ocasiões, na grade desse mosteiro, só para a conhecerem. É nesse período que o poeta Filinto Elísio lhe daria o nome arcádico de Alcipe.
Com a morte de D. José e o afastamento do marquês de Pombal, o cativeiro da família terminava. Casaria pouco depois com um militar austríaco, o conde Oeynhausen. Até 1790, a nova condessa conheceria várias cortes europeias onde privaria de perto com grandes vultos da intelectualidade da época. A morte do marido, em 1793, leva-a a isolar-se e a dedicar-se à educação dos filhos e das raparigas pobres de Almeirim, onde permanecia grande parte do tempo. Em 1801, regressa à corte e é nomeada dama de honor da princesa Carlota Joaquina. Com o aumentar do perigo napoleónico, D. Leonor funda a Sociedade da Rosa. Apesar de formalmente ter um carácter literário era, sobretudo, um espaço de debate livre de ideias. Considerando que podia ser um foco de subversão, Pina Manique, o intendente da polícia, obriga D. Leonor a abandonar o país. Nos seus anos de exílio, em Espanha e em Londres, D. Leonor torna-se um elemento activo do movimento de contrarrevolução que ficou conhecido por Vendeia. Só será autorizada a regressar em 1814. Com a morte do irmão Pedro e seus descendentes acabaria por herdar, em 1823, o título de marquesa de Alorna. Morreria em 1839, aos 89 anos.
See omnystudio.com/listener for privacy information.Batalha do Buçaco: quando portugueses e britânicos derrotaram os exércitos de Napoleão
23/09/2026 | 1 h 10 minNeste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o major-general Rui Moura, especialista na História da Guerra Peninsular, para conversar sobre a terceira invasão francesa de Portugal, mais concretamente sobre a crucial batalha do Buçaco, travada a 27 de setembro de 1810, passam por estes dias 216 anos.
Qual o enquadramento político e militar da terceira invasão francesa, comandada pelo marechal Massena? Como foi que o tenente-general Arthur Wellesley, comandante dos exércitos aliados britânico e português, organizou a resistência e a comandou para a vitória no Buçaco? Como decorreu a batalha e o que foi determinante para a derrota dos franceses? Por fim, quais as consequências militares desta célebre batalha?
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Acerca de A História repete-se
Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.
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