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- No “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 03, Carlos Andreazza fala sobre o ministro Alexandre de Moraes do STF e suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) anunciou no início da noite desta terça-feira, 1º, que quase 100 parlamentares de oposição assinaram pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O partido também entrou com uma notícia-crime pedindo o afastamento e a prisão de Moraes por tráfico de influência e obstrução de justiça.
No tribunal, a perspectiva de que o ministro Alexandre de Moraes assuma a presidência do STF no ano que vem, ao final do mandato do ministro Edson Fachin, empossado para o biênio 2025–2027, tornou-se um fator de apreensão nos bastidores da Corte.
O receio central envolve o impacto sobre a credibilidade da instituição caso ela passe a ser comandada por um magistrado alvo de suspeitas não esclarecidas.
Na primeira sessão após a divulgação do material, os ministros se esforçaram para conferir ao Supremo Tribunal Federal um ar de normalidade um dia após a divulgação do elo entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao passar por jornalistas que o aguardavam em uma das entradas do tribunal em busca de uma declaração, Moraes silenciou.
Mas sorriu e cumprimentou a imprensa.
O ministro costuma evitar esse contato.
Ainda em Brasília, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento de denúncias feitas pelo banqueiro Daniel Vorcaro sobre supostas ameaças que alega ter sofrido na prisão para não firmar um acordo de colaboração premiada.
As declarações foram dadas pelo banqueiro no gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master, durante oitiva realizada na última quinta, 27.
Como revelou o Estadão, Vorcaro afirmou, em depoimento prestado à equipe do ministro, que quer delatar integrantes do “atual governo” do presidente Lula e citaria nessa delação a realização de viagem com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Ele, porém, não deu detalhes nem indicou provas dessa relação.
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See omnystudio.com/listener for privacy information. Andreazza: ‘Clube do uísque pelado: o Moraes de Vorcaro. E o Gonet de Moraes’ | Estadão Analisa
02/09/2026 | 1 h 1 minNo “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 02, Carlos Andreazza fala das novas revelações sobre o caso Master.
A troca de mensagens entre Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, indica que o ministro discutia com o banqueiro a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Compliance Zero e a estratégia que o dono do Master deveria adotar para frustrar o cumprimento da ordem de prisão preventiva contra ele expedida pela 10.ª Vara Federal do Distrito Federal.
O compartilhamento de informações sigilosas entre Moraes e Vorcaro sobre os primeiros passos da investigação começou em 4 de novembro de 2025 e se intensificou à medida que se aproximava a prisão do banqueiro.
Segundo investigadores, o conteúdo da conversa permite inferir que Moraes repassava a Daniel Vorcaro detalhes sensíveis sobre o andamento inicial da Operação Compliance Zero, incluindo datas e horários de diligências planejadas pela Polícia Federal.
Em 15 de novembro de 2025, um sábado, Vorcaro consultou Moraes.
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, sobre sair do País para escapar da prisão.
Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, segunda-feira, o banqueiro foi preso pela PF quando tentava embarcar em um jato particular com destino a Malta e, depois, para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde buscava concretizar a venda do Banco Master.
Para investigadores, pretendia fugir do País.
O ministro André Mendonça, relator do processo do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), não deverá fazer pedido formal de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes sem antes alinhar o passo com o presidente da Corte, Edson Fachin.
A postura reflete uma praxe adotada por Mendonça, que tem mantido diálogos frequentes com Fachin e priorizado a consulta prévia sempre que se depara com episódios de alta tensão institucional.
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See omnystudio.com/listener for privacy information.- No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 01, Carlos Andreazza fala sobre o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a realização de parte da propaganda eleitoral na internet de Renan Santos, o candidato do Missão à Presidência da República, bem como sustou repasses do fundo eleitoral à campanha, a realização de gastos com eventuais recursos já repassados e o direito de participar de debates em rádios, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.
As proibições se estendem também ao vice na chapa, Aroldo Medina. Não há impedimento à realização de campanha nas ruas.
Na decisão, Toffoli proibiu a veiculação de propaganda em perfis e sites informados fora do prazo à Justiça Eleitoral.
O Missão declara publicamente que não vai usar dinheiro do fundo eleitoral nesta campanha.
Segundo o TSE, o partido tem direito a R$ 3,3 milhões do fundo.
Até o momento, a campanha de Renan não registrou entrada desse dinheiro público como fonte de receita.
Segundo o Toffoli, Renan deixou de comunicar no tempo indicado por lei todas as contas que mantém em redes sociais.
Essas informações devem ser prestadas no momento do registro, ou um dia após a criação de novos canais.
“A própria omissão de dados é indício de fraude à lei”, escreveu o ministro.
Segundo a decisão, 16 perfis em redes sociais foram informados 12 dias após o requerimento do registro da candidatura.
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See omnystudio.com/listener for privacy information. Uma eleição disputada na lama. Quem chafurda menos? Eleitor tapa o nariz e vota | Estadão Analisa
31/08/2026 | 1 h 2 minNo “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 31, Carlos Andreazza fala sobre a disputa das eleições majoritárias de 2026 .
Do lado petista da disputa, investigação mostra que a empresa de tecnologia para a qual a lobista Roberta Luchsinger atuava fechou mais de R$ 81 milhões em contratos e aditivos com órgãos federais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O valor global dos negócios da 3Structure, firma de Florianópolis (SC), de Cleber Ribas, na esfera federal é ainda maior.
A Telebras não divulga o valor do contrato de cinco anos celebrado com a firma em 2024.
As investigações da Polícia Federal apontam que Roberta foi contratada por Ribas para intermediar interesses dele com órgãos públicos.
Ainda segundo a PF, a suspeita é de que a lobista atuava em sociedade oculta com Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.
Como revelou o Estadão, a PF diz que Lulinha é citado em diálogo de Roberta com Cleber Ribas como “destinatário de pagamentos e de benefícios” do empresário.
Os valores ainda não foram detalhados.
No lado bolsonarista, o candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a dizer que não há irregularidades no patrocínio de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A declaração foi feita em entrevista à Record, que foi ao ar neste domingo, 30.
“Absolutamente nada de errado”, disse sobre o caso. “É muito diferente do que fez o atual governo. Aí, sim, o Lula deve explicações, porque a gente não sabe até hoje, se ele é o patrocinador, se ele é o conselheiro, se ele é um sócio do Banco Master, o próprio Lula, o próprio presidente da República, ele fez uma reunião prometendo para os representantes do Banco Master que podiam esperar um pouquinho, porque o presidente do Banco Central ia ser trocado, então o governo teria uma forma de ajudá-lo (Vorcaro) a resolver os seus problemas no Banco Master”, disse.
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See omnystudio.com/listener for privacy information.Presidente com filho investigado manda chefe da PF se apaziguar com relator no STF | Estadão Analisa
28/08/2026 | 1 h 3 minNo “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 28, Carlos Andreazza fala sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em meio às investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se reúna com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula também quer investigação sobre o vazamento de informações sigilosas da PF envolvendo mensagens trocadas entre o filho e a empresária lobista Roberta Luchsinger.
O pedido foi aceito, e Mendonça determinou que a PF apure suspeitas de novos vazamentos de dados no processo.
Ainda sobre Lula, que como candidato à reeleição defendeu o filho, mas reconheceu que é “totalmente errado” que seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, tenha recebido recursos da lobista Roberta Luchsinger, como revelado pelas investigações da Polícia Federal.
O presidente foi sabatinado nesta quinta-feira, 27, pelo Jornal Nacional, da TV Globo.
O presidente afirmou que não existe, até o momento, uma acusação contra o seu filho, mas apenas suspeitas baseadas em conversas telefônicas e outros elementos da investigação.
“Uma conversa de telefone não justifica nada. São só ilações tiradas de telefonemas”.
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